11.4.10

UTAH - ARIZONA!



Depois daquela neve toda, fomos em direção ao Arizona onde seria o próximo show. A viagem foi longa até chegarmos em Prescott. A vegetação aos poucos foi mudando até que virou deserto.
Tá seco Chris!


Dormimos no meio do caminho numa cidadezinha "cowboy" chamada Kanab ainda em Utah...
No motel aproveitamos para lavar algumas roupas, pois nem sempre temos tempo pra isso.

Mais um cenário de filme:






No outro dia seguimos viagem e quase na divisa de Utah e Arizona passamos pelo Lake Powell: um lago azul lindíssimo no meio do deserto.


Acampar na beira do lago de motor home!

Ai que falta faz um desses!! Imagina passar uns dias aqui!! Vocês não poderiam acreditar no silêncio que é...



Chegamos em Prescott em cima da hora do show e tocamos no Bar Sundance's.
Foi uma noite só com duos. Antes de nós tocaram Just Animals, banda local e Naked & Shameless de Chicago.

Foi um show muuuiito bom!! Tocamos muito bem apesar da altitude (7000 pés) e a galera tava realmente com sede de cerveja e rock! Compraram vários discos...valeu mesmo Arizona!!

*No pictures do nosso show, além da correria, o público estava muito bêbado pra eu pedir pra tirar fotos!

8.4.10

PARK CITY - UTAH!


Até agora já percorremos mais de 10.800 km. Tentem acompanhar no mapa: já passamos pelos Estados do Michican, Missouri, Arkansas, Kansas, Texas, Oklahoma, Colorado,Arizona, New Mexico, Utah, California e Nevada. O carro não entende mais nada, pois um dia tá quente, no outro neva, depois estrada de terra, vento, chuva, enfim até agora ele está sendo duro na queda!

Mas falando de UTAH, não tínhamos idéia que a cidade que íamos tocar, Park City era famosa pelas 12 estações de esqui que lotam quando neva.


Fazia um mês que não nevava daquele jeito e para a nossa “sorte” a neve veio com tudo naquele dia...os hotéis lotaram e todos que trabalhavam por lá estavam realizados.


Passamos um perrengue pra descarregar e carregar o carro.

Na chegada foi um pouco melhor, mas depois do show, com o carro lotado de neve e muito frio foi inacreditável. Ainda bem que o ar era seco, pois ameniza um pouco, mas a altitude não deu folga: 7000 pés!

Não tínhamos material adequado para limpar os vidros e usamos água para descongela-los, mas tínhamos que ir embora rapidamente para que eles não congelassem de novo.
Chegando no hotel, não conseguíamos ver onde era a entrada, por causa na neve, estacionei em cima de uma tonelada de gelo e caminhamos com neve até as canelas....tudo muito lindo se você está passeando e não trabalhando.

Como a cidade era turística, o público que viu nosso show era de “riquinhos” que tinham ido para esquiar e, como sempre, tocar para “mauricinhos” não combina com a Canja Rave.

O bar, as pessoas que trabalham nele, a comida, a bebida, tudo ótimo!


Nós fizemos nosso trabalho e ganhamos a nossa grana, mas sinceramente... preferimos tocar para gente mais quente, mais rock...

4.4.10

COLORADO II

(Colorado Springs/Manitou Springs)
Ainda bem que o show de Colorado Springs foi remarcado!!

Tocamos no Rocket Room e ficamos na casa do artista plástico e músico Chris Bullock numa cidade pertíssimo de Colorado Springs chamada MANITOU SPRINGS!




Antes de conhecer Manitou Springs eu já tinha me apaixonado pelo COLORADO, ainda mais com esse nome, mas depois de Manitou esse estado subiu ainda mais na escala dos melhores lugares que eu já fui na vida!

Embora uma altitude de 6000 pés, o que deixa a gente meio esquisito ás vezes, foi um dos lugares que mais me impressionou pela beleza, vibe, atmosfera e estilo de vida.

Provavelmente pelas fotos não conseguirei passar as minhas sensações, mas deixo aqui a dica de que essa cidade deve ser uma das melhores do mundo para morar e principalmente para compor...

Há espíritos de índio por toda parte, lugares que dizem ser mal assombrados, lendas, bruxas, magia e pessoas sensitivas também...montanhas e paisagens que escondem segredos que eu adoraria descobrir.

Minha percepção ficou tão aguçada aqui que até o café da manhã natureba, com panquecas integrais me pareceu o melhor do mundo...os cheiros, o ritmo, tudo!

Há histórias interessantes também como a da menina que teve uma visão de um índio que chamava por ela no topo da montanha ( RED MOUNTAIN). Quando ela morreu, foi enterrada no alto dessa montanha e algum tempo depois, uma tempestade fez com que o caixão descesse montanha abaixo passando em alta velocidade pelo centro da cidade. Depois desse episódio, todos os anos em outubro, em homenagem ao ocorrido, eles fazem corrida de caixão!

Não é raro as pessoas virem estudar no Colorado, conhecerem Manitou Springs e não voltarem mais para seus lugares de origem. Os dois artistas que conhecemos lá, o Chris e o Connor são de New York, por exemplo.

Há um flipper com máquinas de 1950 e 60 muito legais...feitos de madeira. Dá pra se divertir por 5 centavos de dólar (nickel)!


Como a maioria dos lugares que tem no nome Springs (fontes), Manitou tem várias fontes de água limpíssima espalhadas pela cidade...

No dia seguinte, antes de pegarmos a estrada para Utah, fomos no GARDEN OF THE GODS! Mais um lugar impressionante que despensa explicações, o nome já diz tudo: Jardim dos deuses!!












Não vejo a hora de voltar pra lá!

3.4.10

CANJA PUNK!!

O experiente jornalista Ryan Cooper - escreve desde 1989 e é especializado em punk music - foi para o South by Southwest para ver bandas novas, escrever o que rolou de bom esse ano, foi em shows de bandas já conhecidas como HOLE e para nossa surpresa, foi ao nosso show e falou super bem da participação da Canja Rave no festival no blog About.com:punkmusic.


Tínhamos algumas dúvidas em relação a ser uma banda punk, mas acho que cada vez mais estamos nos firmando nessa "categoria", principalmente nos shows...


Quem viu a crítica do Ryan e nos deu a dica foi o JIM DIAMOND, que aliás nos deu a honra da presença dele neste show no SXSW!!


Tá aí o que o cara escreveu, mas quem quiser, pode ir direto no blog.
SXSW 2010 Artist Spotlight - Canja Rave
Wednesday March 24, 2010

A big part of SXSW each year is what I like to call "the stumble factor" where, upon reaching the rare moment where you actually have no obligations or plans for the music you want to see, you stumble into the nearest venue to see what's going on.

This is how we discovered Canja Rave.

Canja Rave is a two-piece outfit from Porto Alegre, Brazil, that is comprised of Chris Kochenborger (guitar/vocals) and Paula Nozzari (drums/vocals). In order to move forward on this, I will address the fact that yes, this is the same composition (guy on guitar, girl on drums) as another famous band, and make the obvious observation that the primary difference is that Canja Rave has a drummer that can actually play drums.

OK, that's out of my system, for now, let's move on.

The Canja Rave stumbled-upon moment exposed us to a big garagey sound, huge for a two-piece and a hell of a stage presence, and despite the fact that this particular showcase was off the main sprawl of venues and the crowd was pretty small, they played their asses off.

Kochenborger slammed big dirty sounds out of his guitar, supplemented with gruff vocals and the occasional duck walk and Nozzari's poppy voice was perched gently upon a pair of hands that were hammering the skins in a blur. Along with some straight up 3-chord garage, there were occasional sonic nods to the Raveonettes and Pixies, and hints of Thurston Moore in the guitars, and of course elements of a certain Detroit duo.

So yeah, it's unavoidable for a two-piece to not get compared to the well-known pair, but it became even more unavoidable when Kochenborger opened a song with "This goes out to whomever's from Detroit." I of course cheered before realizing that he wasn't talking about me.

Also present in the crowd (in fact, standing right next to us) was legendary Detroit album producer Jim Diamond, who produced the first two White Stripes albums and played bass with the Dirtbombs. He also produced Badango, the latest from Canja Rave, which we bought from the band after the show (and it's really good).

I'm not sure what this proves - that Diamond has a thing for this sort of lineup, or that you can't go anywhere in the world without finding a Detroit connection. Either way, it was serendipitous.